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Apartamentos com 60% de desconto: Itaú e BB leiloam mais de 160 imóveis

Adquirir imóveis por meio de leilões é uma boa alternativa para economizar e investir. Prova disso são as ofertas anunciadas por bancos como Itaú e Banco do Brasil para os próximos dias. Mediadas pela Biasi Leilões, uma das principais leiloeiras do país, totalizam mais de 160 imóveis.

Algumas unidades, por exemplo, estão ofertadas com descontos de até 60% em relação às avaliações feitas pelo mercado. Registre-se que pagamentos à vista costumam se traduzir em condições ainda melhores, embora seja possível parcelar o saldo em mais de 420 vezes, ou em 35 anos.

No dia 1 de setembro, para ilustrar o que está em jogo, o Itaú irá bater o martelo na venda de um apartamento de 63 metros quadrados na Barra Funda, em São Paulo. Lance inicial: 503.584,87 reais. No mesmo dia, a mesma instituição irá leiloar mais dois apartamentos na cidade. O no Jaguaré, com 55 metros quadrados, tem lance inicial de 633.160,07 reais; o que fica na Vila Formosa, com quase a mesma metragem, tem lance mínimo de 266.070,84 reais.

Para quem procura um refúgio fora da capital, o Itaú vai leiloar no dia 26 de agosto um apartamento de 122 metros quadrados em Campos do Jordão. Lance inicial: 744.000 reais.

A Biasi Leilões começou o semestre com um total de 250 imóveis aptos a receber lances em sua plataforma. No dia 16 de agosto o banco Santander colocou à venda 86 imóveis, entre residenciais e comerciais, com até 60% de desconto. As propriedades estão localizadas em 13 estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe.

Um apartamento em Limeira, no interior de São Paulo, com 255 metros quadrados, foi disponibilizado por 1,1 milhão de reais. A avaliação de mercado: 1,5 milhão de reais, o que se traduz em um desconto de 400.000 reais. A taxa para financiamento é de 7,99% ao ano + TR.

O lote que o Banco do Brasil se dispôs a vender, até o dia 25 de agosto, envolve 132 bens. Ficam em Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

O Itaú, por sua vez, está leiloando um total de 14 propriedades, entre casas, apartamentos e terrenos — estão espalhadas por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí e Mato Grosso. Podem ser pagas à vista, com desconto de 10%, ou parceladas em até 78 meses.

Outras duas instituições financeiras se aliaram à Biasi Leilões para se desfazer de bens a preços atrativos. No dia 10 de setembro, o banco Inter vai abrir mão de cinco imóveis em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Mato Grosso e Piauí. Oferece descontos de até 60% e permite financiamento de 240 meses, ou vinte anos.

No dia 27 de agosto, o Tribanco inicia a comercialização de 10 terrenos e imóveis comerciais em São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Sergipe e Rondônia. As condições oferecidas: pagamento à vista ou parcelamento em até 36 vezes, com juros de 1% ao mês.

Um dos estados com mais unidades à venda é São Paulo. Um dos destaques é uma casa de 343 metros quadrados na Vila Alpina, nas mãos do Santander. Tem lance inicial de 749.900 reais e avaliação de 1,1 milhão de reais — um desconto, portanto, de 37%. No litoral, mais exatamente em Santos, o Itaú vai leiloar uma cobertura duplex de 155 metros quadrados com lance inicial de 614.700 reais.

Convém lembrar que parte das propriedades à venda está ocupada e que cabe aos compradores a espinhosa tarefa de desocupá-las — costuma envolver uma ação judicial. Para dar lances em qualquer um dos leilões citados é preciso se cadastrar no site da Biasi Leilões.

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Fotos inéditas de Kobe Bryant são transformadas em NFTs e vão a leilão

Fotos inéditas do lendário jogador de basquete da NBA, Kobe Bryant, foram transformadas em tokens não-fungíveis (NFTs) e colocadas em leilão nesta terça-feira, 24, dia em que é comemorado o “Kobe Bryant Day” em Los Angeles, cidade dos EUA onde o atleta passou toda sua carreira – a data faz referência aos números que ele utilizou como jogador – 8 e 24 -, e acontece um dia após a data do seu aniversário.

A coleção, chamada “Kobe”, é composta por oito fotos do jogador que foram tiradas em 1999, quando o “Mamba Negra” tinha apenas 21 anos e estava há apenas três na NBA – ele ainda ficaria outros 17 anos na liga norte-americana de basquete, todos no Los Angeles Lakers, até sua aposentadoria em 2016.

Transformadas em NFTs, que são uma espécie de criptoativos, as fotografias serão leiloadas na plataforma Cryptograph e todo o valor arrecadado será revertido para a Mamba & Mambacita Sports Foundation, uma organização não-governamental que desenvolve programas ligados aos esportes em comunidades carentes.

Inicialmente chamada Mamba Sports Foundation, a instituição foi renomeada após o acidente que matou Kobe Bryant, sua filha Gianna e outras sete pessoas, em janeiro de 2020, para homenagear também a filha do atleta, que também jogava basquete e ostentava o apelido inspirado no do seu pai.

As fotos transformadas em NFT foram tiradas por Davis Factor, em Los Angeles, antes da carreira do astro decolar. “Acho que esse ensaio é especial porque é um dos seus primeiros ensaios de moda”, disse o fotógrafo à Business Insider. “O objetivo desse drop [como são chamados os lançamentos de NFTs] dos NFTs de Kobe Bryant, para mim, é levantar o máximo de dinheiro possível para doar à sua instituição”.

“Estou muito empolgado que o meu amigo Davis Factor tenha nos permitido imortalizar essas raras fotografias de Kobe Bryant e que esses NFTs ajudem a manter o seu legado a sua fundação”, disse Tommy Alastra, cofundador da Cryptograph, também à publicação norte-americana.

Uma das personalidades mais admiradas nos EUA e também por fãs de basquete do mundo todo, o nome de Kobe Bryant costuma movimentar milhares de pessoas onde quer que apareça – dos modelos de tênis assinados por ele aos filmes e programas de TV que têm sua participação. Por isso, e considerando as cifras envolvidas na venda de outros NFTs de celebridades, a expectativa é que o montante arrecadado atinja a cifra de milhões de dólares.

O mercado de NFTs é um dos setores da indústria de criptoativos que mais tem ganhado popularidade nos últimos meses, movimentando cifras bilionárias todos os meses. Plataformas que utilizam a tecnologia têm conseguido atingir usuários em escala global, em diferentes frentes, como games como Axie Infinity, colecionáveis como o NBA Top Shot, criptoarte, em marketplaces especializados, entre outros.

Na segunda-feira, a Visa anunciou a compra do seu primeiro NFT, um CryptoPunk que será colocado na coleção de objetos e arte da empresa, cujos ítens são focados na história dos meios de pagamento. O pequeno desenho foi adquirido por mais de 800 mil reais.

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Bens da antiga Avianca Brasil vão a leilão no dia 31

Os bens da OceanAir, ou Avianca Brasil, serão leiloados dia 31, em mais um capítulo do processo de falência da companhia, anunciado no ano passado.

O leilão traz à tona novamente o debate sobre a competitividade das aéreas no País – que neste momento discutem consolidação e até sua sobrevivência no pós-pandemia. Para especialistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast, embora o cenário de custos para o setor seja historicamente desfavorável, ainda há espaço para mais competidores no mercado, uma vez superada a covid-19.

A falência da Avianca Brasil foi decretada em 2020 pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do Foro Central de São Paulo. A empresa estava em recuperação judicial desde dezembro de 2018. A aérea tinha cerca de R$ 2,7 bilhões em dívidas e estava sem voar desde maio de 2019. No fim deste mês, mais de 1 milhão de itens serão leiloados, sendo o maior lote avaliado em US$ 16 milhões.

“O caso da Avianca mostra que as iniciativas de companhias aéreas no Brasil precisam ser muito bem pensadas, porque a atividade envolve custos elevados e a infraestrutura ainda é deficitária para expansão da malha”, diz o presidente da Comissão de Direito Aeronáutico da Ordem dos Advogados do Brasil – seção São Paulo (OAB-SP), Felipe Bonsenso.

Advogado do escritório ASBZ e membro efetivo da Comissão Especial de Direito Aeronáutico da OAB, Renan Melo diz que as aéreas enfrentam historicamente no Brasil alta carga tributária, custos elevados de combustível e tarifas aeroportuárias. No entanto, o mercado interno ainda teria espaço para mais empresas.

“Diante do ambiente instável de negócios na aviação civil no Brasil, tivemos várias falências como as da Vasp, da Varig e da Avianca”, diz. “Porém, no segmento doméstico, ainda temos um mercado concentrado.”

Consolidação

Para especialistas, o movimento de entrada da ITA (do grupo Itapemirim) no mercado é um exemplo de como ainda há espaço para novas companhias no País. Ainda assim, agentes do setor aéreo vêm afirmando que a consolidação deve ser “inevitável”.

Recentemente, a Gol anunciou a compra da MAP Linhas Aéreas, de atuação regional. Já a Azul vem se posicionando publicamente a favor do movimento e sobre sua intenção de fazer uma oferta pela Latam Brasil, cujo controlador enfrenta processo de Chapter 11 nos Estados Unidos, equivalente à recuperação judicial no País.

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Leilão do 5G deve acontecer até a 1ª quinzena de outubro, diz ministro

O ministro das Comunicações, Fabio Faria, disse que o leilão do 5G deve ser realizado entre o fim de setembro e a primeira quinzena de outubro. “No mais tardar em outubro teremos a realização do leilão”, afirmou.

Nesta quarta-feira, 18, o Tribunal de Contas da União (TCU) não concluiu a análise do edital em razão do pedido de vista de um dos ministros, Aroldo Cedraz. A maioria do plenário, no entanto, antecipou posição favorável à proposta do relator, Raimundo Carreiro, e decidiu impor prazo de uma semana para que o edital do 5G volte para a pauta de votações.

Essa etapa fundamental para marcar uma data para o leilão O edital ainda passará pelo crivo do plenário novamente na próxima semana. Ainda é preciso publicar o acórdão, o que só pode ocorrer após Cedraz trazer seu voto e submetê-lo à apreciação dos colegas. Mesmo tendo antecipado seus posicionamentos, eles podem mudar de posição e, eventualmente, apoiar os ajustes que forem propostos por Cedraz.

“Quero cumprimentar os ministros que entenderam a importância que o tema tem para o Brasil, que foge da questão política, porque o 5G vai atender o Brasil pelos próximos 15 anos, então não é um tema de partido, é um tema que envolve todos os brasileiros”, afirmou. “É um novo Brasil que teremos após o leilão do 5G, até porque será um leilão não arrecadatório. Serão praticamente R$ 40 bilhões em investimentos em telecomunicações para que a gente possa diminuir e zerar o deserto digital que temos no País. São 40 milhões de brasileiros como nós que não tem internet.”

O ministro disse que a Anatel já pode começar a fazer as adaptações propostas pelo relator. “Quem dá segurança jurídica ao edital é o TCU. Obviamente ficamos na expectativa, mas um dos ministros Bruno Dantas disse na hora que independente do prazo de vista a Anatel poderia acelerar com o edital enquanto não sair o acórdão”, afirmou o ministro das Comunicações. Ele negou ter feito pressão sobre os ministros para aprovação do edital do leilão do 5G. “Tenho respeito muito grande pelos ministros, e falei que só iria me pronunciar após o voto proferido por eles”, disse ele.

Faria defendeu os compromissos de investimento propostos pelo governo – a rede privativa, de uso exclusivo para comunicações de órgãos públicos, e o Programa Amazônia Integrada e Sustentável (PAIS), que prevê infovias em regiões isoladas do Norte e permitirá a conexão de dez milhões de outras pessoas, segundo ele. O relator não acatou a sugestão da área técnica de excluir esses compromissos, considerados ilegais pelos técnicos por se tratarem de um drible no teto de gastos.

“Vários leilões do Ministério da Infraestrutura já são feitos dessa forma (com a imposição de investimentos cruzados como contrapartida). Tivemos o aval do Ministério da Economia, e o TCU entendeu dessa forma. Alguns da equipe técnica foram contra, mas o ministro relator proferiu seu voto e foi acompanhado por seis outros ministros”, disse Faria.

O ministro rejeitou ainda a tese de que o leilão, que prevê o 5G implantado nas capitais em 2022, tenha como objetivo fortalecer a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição. “Seria muito pequeno para o nosso País se a gente considerasse que levar o 5G para todas as capitais iria ajudar o presidente Bolsonaro”, afirmou.

“Não iríamos fazer política pública nunca, porque temos eleições a cada quatro anos, e, em qualquer benefício que viesse para aquele que estivesse no poder, a oposição iria trabalhar contra e a gente ficaria na política do quanto pior melhor. Isso extrapolou a discussão política porque queremos o 5G funcionando no Brasil”, acrescentou.

Sobre o compromisso proposto pelo relator, que prevê a conectividade de todas as escolas públicas com internet banda larga até 2024 como contrapartida ao uso da faixa de 26 GHz, o ministro disse que o edital já contemplava essa obrigação, já que os investimentos incluem o atendimento de municípios e localidades onde essas escolas estão localizadas. A contrapartida foi imposta à revelia do governo. “As escolas já estavam 100% inclusas”, afirmou.

Segundo ele, 72 mil das 85 mil escolas urbanas já estão conectadas e receberão internet de alta qualidade, com capacidade para permitir a execução da Internet das Coisas (OIT). Outras 6,9 mil que não têm internet receberão internet. Nas escolas rurais, 7 mil receberão internet por meio dos investimentos de leilão; 10,5 mil já receberam pelo programa Wi-Fi Brasil e outras 14 mil serão contempladas. “Acolhemos essa determinação ou recomendação porque não precisou retroceder no edital”, afirmou o ministro.